O sonho que virou exílio: Alex Woiski abre o jogo sobre o afastamento no River Plate
O atacante Alex Woiski, hoje no Táchira, rompe o silêncio sobre o período em que foi afastado do elenco principal do River Plate e confessa o desejo de um dia retornar ao clube do coração.
O sonho que virou exílio: Alex Woiski abre o jogo sobre o afastamento no River Plate
O jovem atacante relembra os dias difíceis em Cantilo e revela a mágoa por não ter tido a chance de brilhar no Monumental.
Chegar ao River Plate, o maior gigante da América, é o ápice do sonho de qualquer jovem jogador. Para Alex Woiski, no entanto, a trajetória em Núñez terminou de forma amarga. Rotulado como um talento promissor e com uma cláusula de rescisão astronômica de 100 milhões de euros, o atacante viu sua realidade mudar drasticamente ao ser enviado para treinar em separado, no centro de treinamento de Cantilo.
Um capítulo difícil em Núñez
Em entrevista recente, Woiski relembrou o isolamento imposto pelo clube. "Era complicado estar encerrados em um 4x4", desabafou o atleta, hoje defendendo o Táchira, da Venezuela. O jogador destacou que, apesar da situação degradante, ele e seus companheiros de infortúnio mantiveram o profissionalismo. "Alguns vinham treinar de capa caída, mas nos ajudávamos para manter a forma física e mental", completou.
O atacante não escondeu a frustração com as decisões da diretoria da época, classificando-as como "incorretas". No entanto, ele reconhece que, ao final, o próprio clube facilitou sua saída, permitindo que ele seguisse sua carreira em novos ares.
"Sinto-me torcedor, apesar das circunstâncias. É o sonho de todo futebolista chegar a um clube assim. É uma porta que se fecha, mas que no futuro pode voltar a se abrir."— Alex Woiski
Aprendizado e gratidão
Apesar da decepção pelo não aproveitamento no time profissional, Woiski guarda com carinho o período em que dividiu o campo com nomes como Nacho Fernández e Pity Martínez. Ele também destacou o aprendizado tático sob o comando de Marcelo Gallardo. "O Muñeco era meticuloso, queria tudo à perfeição. Melhorei muito nos controles, nos perfis e na tomada de decisão", afirmou.
Hoje, na Venezuela, Woiski busca a regularidade que perdeu na Reserva do River, onde acumulou 18 partidas e um gol contra o Boca Juniors. Embora o capítulo no Monumental tenha se encerrado, o desejo de vestir a camisa Millonaria novamente permanece vivo no coração do atacante.
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