Ariel Holan dispara sobre ausência de Scaloni no prêmio Bola de Ouro: "É uma loucura"
Em análise sobre o ciclo da Seleção Argentina, o técnico Ariel Holan defendeu o legado de Scaloni, discutiu o peso da derrota na final da Copa do Mundo e relembrou a convivência com Ángel Di María.
Ariel Holan dispara sobre ausência de Scaloni no prêmio Bola de Ouro: "É uma loucura"
Treinador analisa o ciclo vitorioso, a derrota na final do Mundial e o futuro da Albiceleste pós-Messi.
Quase dois meses após o apito final da Copa do Mundo, as feridas e as reflexões sobre a trajetória da Seleção Argentina ainda ecoam nos corredores do futebol. Ariel Holan, técnico de vasta experiência, não poupou palavras ao avaliar o ciclo de Lionel Scaloni e a recente derrota na final diante da Espanha.
Um reconhecimento necessário
Para Holan, a ausência de Lionel Scaloni entre os indicados ao prêmio de melhor treinador na Bola de Ouro é incompreensível. "A nível de seleção, Scaloni me encantou. Que não esteja nominado é uma loucura", sentenciou o ex-treinador do Rosario Central em entrevista ao programa ESPN F90. Holan destacou que o trabalho desenvolvido nos últimos oito anos transcendeu as quatro linhas, construindo uma identidade sólida e reconhecível para o futebol argentino.
O fator Messi e a final
Ao abordar a relação entre o grupo e o craque Lionel Messi, Holan foi enfático: "Ele conseguiu criar o microclima que Messi precisava para desfrutar da seleção". Sobre o revés na final contra a Espanha, o técnico apontou fatores objetivos, como a desvantagem física pela menor recuperação entre jogos, e táticos, admitindo que a equipe teve dificuldades em manter a pressão alta que caracterizou suas melhores atuações, como no inesquecível segundo tempo contra a Inglaterra.
"O desafio grande vai ser o pós-Messi. É uma tristeza, como foi a de Diego (Maradona). Mas há uma camada de jogadores que já vem insinuando que tem com que seguir"— Ariel Holan
Memórias de "Fideo"
Holan também abriu o baú de recordações ao falar de Ángel Di María, atleta que dirigiu no Rosario Central. O treinador foi só elogios ao craque: "Um aprendizado enorme, um ser humano excepcional e um futebolista de outro nível. Ele ganha partidas". Segundo Holan, o segredo para gerir um talento dessa magnitude reside na capacidade de escutar e compreender o ser humano por trás do jogador.
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