Ariel Holan abre o coração sobre o Independiente: 'Voltaria, mas com um projeto sério'
O técnico campeão da Copa Sul-Americana pelo Rojo fala sobre a crise institucional, as próximas eleições e a possibilidade de um retorno à sua casa.
Ariel Holan abre o coração sobre o Independiente: 'Voltaria, mas com um projeto sério'
O último treinador a erguer um troféu internacional pelo Rojo rompe o silêncio sobre a crise e o desejo de reencontrar sua casa.
Ariel Holan ocupa um lugar cativo na memória afetiva do torcedor do Independiente. Responsável por conduzir o clube à conquista da Copa Sul-Americana de 2017 e da Suruga Bank em 2018, o treinador de 65 anos personificou um estilo de jogo que buscou resgatar o DNA histórico do 'Rey de Copas', referenciando lendas como Ricardo Enrique Bochini e José Omar Pastoriza.
O desejo de retorno e a realidade institucional
Em recente entrevista, Holan foi enfático sobre sua relação com o clube: "É a minha casa. Sou sócio e sou torcedor". Apesar da conexão profunda, o técnico, que recentemente teve uma passagem pelo Cerro Porteño, impõe condições claras para uma eventual terceira passagem pelo banco de reservas de Avellaneda. "Eu adoraria voltar, mas com um projeto sério", declarou.
Holan observa o cenário atual do clube com cautela, evitando críticas severas à gestão vigente, mas reconhece que o momento é delicado. Para ele, a solução passa pela organização institucional e pela participação democrática. "Este é um momento complicado e opino mais como torcedor do que como treinador. A notícia positiva é que haverá eleições", afirmou, incentivando a análise de projetos pelos sócios.
"Se um dirigente me procurar e disser 'quer ser o treinador?' e o projeto estiver estruturado, eu avaliaria e aceitaria. Um treinador precisa de um clube organizado para colocar onde ele merece estar."— Ariel Holan
O treinador descartou, por ora, qualquer pretensão de assumir um cargo político ou executivo na instituição, ressaltando que, assim como no futebol, é necessário preparo específico para cada função. Com 104 jogos comandados pelo Rojo, Holan mantém a fé de que a instituição atravessará este período turbulento: "Isso em algum momento voltará a ser o Independiente que todos queremos".
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