Crise no San Lorenzo: Ex-vice cobra mais de dois milhões de dólares do clube
O San Lorenzo enfrenta um novo capítulo de sua instabilidade financeira com o pedido de mediação do ex-vice-presidente Néstor Navarro, que reivindica mais de US$ 2,4 milhões em empréstimos realizados ao clube.
Crise no San Lorenzo: Ex-vice cobra mais de dois milhões de dólares do clube
O cenário no Bajo Flores segue tempestuoso. Enquanto o San Lorenzo busca se reencontrar dentro das quatro linhas, as finanças do clube atravessam um momento crítico, marcado por sucessivas cobranças judiciais. O nome da vez é o de Néstor Navarro, ex-vice-presidente da gestão de Marcelo Moretti, que iniciou um processo de mediação para cobrar do clube valores que ultrapassam a marca dos dois milhões de dólares.
O montante, que chega a exatos US$ 2.418.793,50, refere-se a quatro contratos de empréstimos (mutuos) firmados ao longo de 2024. A situação expõe não apenas o delicado estado das contas do Ciclón, mas também o debate interno sobre dirigentes que financiam suas próprias gestões através de aportes pessoais.
Segundo as informações divulgadas pelo próprio clube, os três primeiros contratos já se encontram vencidos. O primeiro, assinado em janeiro de 2024, envolveu repasses para quitar pendências com o atleta Yeison Gordillo e taxas da FIFA. Outros acordos foram destinados a sanar dívidas com Adam Bareiro. O quarto contrato, embora ainda não vencido, também foi incluído na proposta de refinanciamento apresentada pelo ex-dirigente, prevendo inclusive cláusulas atreladas a uma futura transferência de Alexis Cuello.
O atual presidente do clube, Marcelo Culotta, tem tentado transmitir uma imagem de organização, afirmando que a instituição trabalha para corrigir erros do passado. No entanto, o acúmulo de reclamações financeiras continua a assombrar o cotidiano do San Lorenzo, enquanto a diretoria avalia os passos a tomar frente a esta nova e expressiva cobrança.
Em meio a este cenário, o clube segue tentando equilibrar o balanço financeiro com a performance esportiva, reconhecida pela própria cúpula como insuficiente até o momento. A transparência sobre estas dívidas, embora dolorosa, é tratada pela gestão como um passo necessário para a reestruturação econômica do San Lorenzo.
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