Crise no Vélez: Protesto contra dívidas marca vitória por 3 a 2 sobre o Tigre
Jogadores do Vélez Sarsfield chegam ao Amalfitani em carros particulares e sem uniforme oficial em protesto contra atrasos no pagamento de prêmios.
Crise no Vélez: Protesto contra dívidas marca vitória por 3 a 2 sobre o Tigre
Atletas chegaram ao Amalfitani em carros particulares e sem o uniforme do clube em uma demonstração pública de insatisfação financeira.
O ambiente no Estádio José Amalfitani estava longe de ser o habitual neste domingo. Em um cenário de profunda tensão nos bastidores, o elenco do Vélez Sarsfield protagonizou um protesto silencioso, porém contundente, antes da partida válida pela décima rodada do Torneo Clausura. Em vez de chegarem no ônibus oficial, os jogadores e a comissão técnica, incluindo Fede Insúa — auxiliar dos irmãos Barros Schelotto —, desembarcaram em 19 veículos particulares e sem vestir o uniforme da instituição.
O cerne do conflito
A manifestação é um reflexo direto da insatisfação dos jogadores com o atraso no pagamento de prêmios. Embora a diretoria afirme que os salários estão rigorosamente em dia e que os valores referentes a agosto seriam quitados nesta segunda-feira, a cúpula do clube reconhece que há pendências específicas de bonificações para atletas com contratos mais elevados. O clima político no Vélez é de ebulição, com eleições marcadas para o dia 15 de novembro. Nelson Pugliese, candidato do oficialismo, tenta suceder o atual presidente Fabián Berlanga em meio a este turbilhão.
Impacto na arquibancada
A revolta não ficou restrita aos vestiários. Nas arquibancadas, a torcida expressou sua indignação com faixas hostis, evidenciando o desgaste na relação entre os atletas e a massa velezana. A vitória suada por 3 a 2 sobre o Tigre, embora tenha garantido os pontos necessários, não foi suficiente para apagar o clima de desconfiança que paira sobre o clube neste momento delicado do campeonato.
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