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Atacar sem negociar a alma: a revolução do Gimnasia de Mendoza que mira o Boca Juniors

Comandado por Darío Franco, o Lobo mendocino aplicou 3 a 0 no Independiente em Avellaneda, ostenta o artilheiro do campeonato e recebe o xeneize no Víctor Legrotaglie em estado de graça.

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Por Redação FutebolArgentino
📅 02/09/2026 ⏱ 08:07
Torneo Clausura · Argentina

Atacar sem negociar a alma: a revolução do Gimnasia de Mendoza que mira o Boca Juniors

Sob o comando de Darío Franco, o Lobo atropelou o Independiente em Avellaneda e transformou o Víctor Legrotaglie em uma fortaleza inexpugnável

02 de setembro de 2026  ·  Mendoza, Argentina  ·  Redação futebolargentino.com.br

Há futebol que se calcula com a régua da prudência, e há futebol que se vive com o peito aberto, desafiando a gravidade dos prognósticos. O Gimnasia y Esgrima de Mendoza pertence, neste Torneo Clausura, à segunda e mais poética das categorias. A vitória categórica por 3 a 0 sobre o Independiente, em plena Doble Visera de Avellaneda pela sétima rodada, não foi um mero acaso de noventa minutos, mas o carimbo definitivo de uma filosofia corajosa: atacar, atacar e atacar, sem olhar a quem nem onde.

A campanha, respaldada por cinco triunfos nas primeiras sete apresentações, chegou a colocar o Lobo mendocino na liderança momentânea da Zona A. Mais do que os pontos somados, o grupo dirigido por Darío "El Loco" Franco conseguiu afastar o fantasma do rebaixamento com a velocidade de um raio e passou a sonhar alto, mirado em vagas continentais e na briga direta pelo título nacional.


Engrenagem perfeita: do paredão de trás ao homem-gol

Por trás do ímpeto ofensivo existe uma espinha dorsal de sobriedade e técnica. A meta ganha segurança com o experiente goleiro César Rigamonti, protegido por uma dupla de zaga cascuda formada por Diego Mondino e Ezequiel "Chiqui" Muñoz. Nas laterais, o modelo tático ganha asas com Luciano Paredes e Matías Recalde, dois alas que atuam com a vocação e a agressividade de pontas autênticos.

No meio de campo, a bola é tratada com carinho e precisão. A dupla Fermín Antonini e Tomás O’Connor dá o equilíbrio central — sendo O'Connor uma das maiores cartadas táticas da comissão técnica —, enquanto Facundo Lencioni, Esteban Fernández e Luciano Cingolani articulam as jogadas com dinamismo constante. A missão final tem dono: o iluminado centroavante Agustín Módica, autor de impressionantes oito gols em sete partidas, liderando a artilharia isolada da competição.

Ataque Demolidor: Com 12 gols anotados até aqui, o Gimnasia de Mendoza ostenta um dos melhores ataques do Clausura, dividindo o posto de destaque com Argentinos Juniors e Unión, ficando atrás apenas do Sarmiento (13).

"A proposta de olhar sempre para o gol adversário não é negociável. É a identidade que vem da alma do clube."— Filosofia de jogo de Darío Franco

Além dos titulares ajustados, o banco de reservas oferece alternativas de peso para sustentar o ritmo ao longo dos jogos. Peças como Brian Andrada, Julián Ceballos, Ignacio Sabatini, Santiago Rodríguez e o recém-chegado Matías "Monito" Vargas — que desembarcou em Mendoza há três semanas e já deixou sua marca de qualidade — garantem o fôlego renovado sem perda de intensidade.

Invicto em seu templo desde o mês de março, o Blanquinegro ostenta uma sequência avassaladora de seis vitórias consecutivas como mandante no Víctor Legrotaglie. É nesse cenário de fervura e afirmação que a equipe se prepara para receber o Boca Juniors no próximo sábado, em um dos encontros mais aguardados da história recente do futebol mendocino.

Com o ritmo cadenciado de quem sabe o que quer e a aceleração de quem não teme gigante algum, o Gimnasia de Mendoza afila os dentes para provar que sua revolução veio para ficar.

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