Crise no Cilindro: Hernán Lacunza se licencia do Racing em meio à turbulência esportiva
O vice-presidente primeiro do Racing, Hernán Lacunza, afastou-se do cargo para focar em sua campanha presidencial na Argentina, agravando o clima de instabilidade no clube de Avellaneda.
Crise no Cilindro: Hernán Lacunza se licencia do Racing em meio à turbulência esportiva
O vice-presidente primeiro oficializa seu afastamento para dedicar-se à campanha presidencial nacional de 2027, aumentando a pressão sobre a gestão de Diego Milito.
O Racing Club atravessa um momento de instabilidade que transborda as quatro linhas do gramado. Às vésperas de um confronto contra o Sarmiento de Junín, o clube de Avellaneda oficializou o afastamento de Hernán Lacunza, seu vice-presidente primeiro, que decidiu tirar licença para focar em sua candidatura à Presidência da Nação em 2027.
Um adeus temporário em hora incerta
A notícia chega em um instante de extrema fragilidade para a Academia, que amarga a lanterna de sua zona e ocupa a modesta 24ª colocação na tabela anual. Em comunicado oficial, o clube justificou que a decisão visa evitar interferências na gestão cotidiana, dado que a agenda política nacional de Lacunza tornou-se incompatível com as demandas da instituição.
Lacunza, que formou o tridente vitorioso nas eleições de 2024 ao lado de Diego Milito e Martín Farré, defendeu seu legado antes de se retirar. Em sua nota de despedida aos sócios, ele enfatizou que a política partidária nunca pautou as decisões da diretoria, focada em projetos como a estrutura de Ezeiza e a consolidação das divisões de base e do futebol feminino.
A sombra de Diego Milito
A licença de Lacunza reacende debates sobre a neutralidade política no clube. Diego Milito, figura central da atual gestão, sempre foi enfático ao declarar que "a política fica fora do clube". A coincidência entre o momento esportivo crítico e a mudança na diretoria coloca, mais uma vez, o peso da responsabilidade sobre a comissão que venceu o pleito de 2024 com a promessa de uma nova era.
"Um dirigente não pode comportar-se como um torcedor, embora sofra da mesma forma. Nunca a violência, apenas a tranquilidade coletiva nos ajudará a transitar este momento até que o mérito nos devolva os resultados que desejamos."— Hernán Lacunza, em reflexão sobre o momento do clube
Enquanto o Cilindro se prepara para receber o Sarmiento, a torcida observa com apreensão. Para a diretoria, o desafio agora é duplo: reverter a crise técnica que assola o time principal e manter a coesão administrativa sem um dos seus pilares fundamentais, em um cenário onde cada resultado negativo potencializa as tensões internas.
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