A alma gigante do Globo: Huracán ostenta retrospecto avassalador contra os grandes argentinos
Após superar o Racing, o Huracán acumula apenas três derrotas nos últimos 23 jogos contra o grupo dos 'cinco grandes'. Desafio contra o River Plate de Leonardo Ponzio no Monumental coloca à prova a mística da equipe de Parque Patricios.
A alma gigante do Globo: Huracán ostenta retrospecto avassalador contra os grandes
Com apenas três derrotas nos últimos 23 confrontos contra o quinteto tradicional, a equipe de Parque Patricios impõe respeito antes de desafiar o River Plate
Existe no futebol argentino uma virtude que ultrapassa limites orçamentários: a coragem de encarar os gigantes sem abaixar a cabeça. O Huracán converteu essa premissa em dogma e transformou sua camisa em um pesado pesadelo para as potências do país. A vitória recente sobre o Racing apenas reforçou um feito impressionante: nas últimas 23 partidas contra o seleto grupo dos cinco grandes, o Globo sofreu somente três reveses.
Essa caminhada de solidez começou a ser desenhada em 30 de setembro de 2023, num igualado 1 a 1 perante o San Lorenzo. A partir dali, o clube de Parque Patricios colecionou atuações estratégicas que agora servem de alicerce para o desafio que se avizinha diante do River Plate, treinado por Leonardo Ponzio.
Balanço da Rodada: a força demonstrada no fim de semana
Nesta segunda-feira, ao analisar o balanço da rodada do fim de semana, o triunfo do Huracán sobre o Racing no domingo (13 de setembro) sobressaiu-se como a demonstração perfeita dessa identidade. A equipe soube suportar a pressão e impor seu ritmo, confirmando que a sequência positiva contra os clubes de maior expressão não é obra do acaso, mas sim fruto de maturidade competitiva.
O histórico recente contra o Millonario
Dentro dessa série memorável de 23 partidas, quatro capítulos foram escritos justamente frente ao River Plate. Em novembro de 2023, o Huracán chocou o país ao triunfar por 2 a 1 no Monumental — com atuação destacada de Franco Alfonso —, encerrando uma incrível sequência de 20 vitórias consecutivas que o River sustentava em casa sob o comando de Martín Demichelis.
Na Copa da Liga de 2024, a festa aconteceu no Palacio Ducó com a vitória por 1 a 0, assegurada pelo gol de Walter Mazzanti. Meses mais tarde, em agosto de 2024, no reencontro de Marcelo Gallardo com a torcida do River e com Claudio Echeverri e Franco Mastantuono como titulares, o placar apontou 1 a 1 no Monumental, com tentos anotados pelo "Diablito" Echeverri e por Rodrigo Echeverría.
A única celebração do River nesse recorte ocorreu no duelo disputado no Ducó, marcando a estreia de Eduardo Coudet no comando técnico do time de Núñez. Naquela oportunidade, o Millonario venceu por 2 a 1 com gols de Sebastián Driussi e Gonzalo Montiel, enquanto Jordy Caicedo descontou para os mandantes.
As raras exceções e a prova de fogo no Monumental
Além do revés contra o River de Coudet, as outras duas únicas caídas do Huracán nessa trajetória ocorreram na temporada passada: em fevereiro de 2025 diante do Boca Juniors na Bombonera (2 a 1) e em setembro de 2025 contra o Racing (2 a 0).
blockquote>"Números não entram em campo sozinhos, mas a hierarquia construída diante dos grandes molda o espírito de uma equipe para qualquer desafio."— Análise tática do Futebol ArgentinoAgora, o reencontro com o River Plate no Estadio Monumental coloca à prova a mística do Globo contra o time de Leonardo Ponzio. Mesmo sabendo das dificuldades que o ambiente em Núñez impõe, o Huracán entra em campo respaldado por uma história recente em que aprendeu a olhar os gigantes nos olhos.
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