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Milanesas, Riquelme e o coração dividido: Jorginho revive memórias entre Boca e Vasco

Ex-jogador de Boca Juniors e Vasco da Gama, Jorginho abre o baú de memórias sobre sua passagem pela Argentina, a amizade com Riquelme e a expectativa para o duelo continental.

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Por Redação FutebolArgentino
📅 19/09/2026 ⏱ 17:00
Futebol Argentino

Milanesas, Riquelme e o coração dividido: Jorginho revive memórias entre Boca e Vasco

O ex-jogador, que defendeu as duas camisas, compartilha histórias de bastidores e sua visão sobre o embate continental.

19 de setembro de 2026 · Redação futebolargentino.com.br

Para um jovem Jorginho, chegar ao Boca Juniors em 2001 aos 21 anos era um salto no escuro. Vindo do Vasco da Gama, ele desembarcou em um vestiário que acabara de conquistar o mundo, mas que passava por um processo de transição. O que ele encontrou, porém, foi mais que um clube: encontrou uma família, capitaneada por Juan Román Riquelme.

Em uma conversa exclusiva, o hoje empresário de atletas recorda com carinho os rituais noturnos nas concentrações. O "tráfico de milanesas" era uma instituição sagrada entre ele, Riquelme, Marcelo Delgado e Cristian Traverso. "Eu pensava que eles não tinham jantado bem, mas era porque esperavam as milanesas chegarem. O Chelo Delgado organizava o delivery e nos reuníamos no quarto", conta Jorginho, entre risos.

Laços que o tempo não apaga

A hospitalidade de Riquelme ia além das quatro linhas. O ídolo xeneize levava o brasileiro para sua casa, apresentando-o à família e aos amigos de infância. Essa integração rápida foi fundamental para que o jovem lateral se sentisse em casa, apesar do curto período de seis meses no clube.

"Román me levava para fazer churrasco, conheci seus pais e suas filhas quando eram pequenas. Eles me trataram como um dos deles, uma pessoa de bairro. Acho que isso foi o segredo daquele time campeão de tudo." — Jorginho

Um olho na história, outro no presente

Hoje, a trajetória de Jorginho volta a cruzar os caminhos de Boca e Vasco, protagonistas de uma semifinal de Copa Sudamericana. O ex-jogador, que mantém contato com Riquelme e acompanha de perto a gestão do atual presidente do Boca, admite que o coração estará dividido, mas pende para o lado brasileiro.

"Vejo um confronto muito parelho. O Vasco cresceu muito nas últimas semanas com as novas contratações, embora lamente a ausência de nomes como Facundo Colidio por questões documentais", analisa. Para Jorginho, que estará presente na partida de volta no Rio de Janeiro, o duelo é uma oportunidade de celebrar dois clubes que, apesar das breves passagens ou das glórias conquistadas, permanecem gravados em sua história pessoal.

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