Adeus à Bombonera: Kevin Zenón é negociado com o Atlas do México
Após quase três temporadas vestindo a camisa xeneize, o meio-campista Kevin Zenón se despede do Boca Juniors rumo ao futebol mexicano.
Kevin Zenón deixa o Boca Juniors rumo ao Atlas do México
Após dois anos e oito meses de trajetória em La Boca, o meia-atacante de 25 anos prepara sua mudança para o futebol asteca.
O ciclo de Kevin Zenón no Boca Juniors chega ao seu desfecho. O meio-campista de 25 anos, que chegou à Ribera em janeiro de 2024, está de malas prontas para o Atlas, do México. A negociação, que se intensificou nas últimas horas, gira em torno de 6 milhões de dólares pela totalidade de seus direitos econômicos.
A operação é estratégica para todas as partes. Com o fechamento da janela de transferências mexicana marcado para este dia 11 de setembro, os clubes correm contra o tempo para protocolar a documentação. A venda também traz benefícios financeiros ao Unión de Santa Fe, que detém 20% do passe do atleta, enquanto o Xeneize fica com os 80% restantes.
Uma trajetória de altos e baixos
Zenón não viveu um ano de 2026 simples. Após um período de ostracismo, o jogador voltou a ganhar espaço sob o comando de Rodolfo Arruabarrena. O treinador, que já admitia publicamente a possibilidade da saída, havia reintegrado o correntino à rotatividade do elenco, utilizando-o como peça de suporte tanto no meio quanto no ataque.
"Há uma negociação. Fui claro com ele há muito tempo, e ele também. Enquanto o clube não me disser o contrário, eu o utilizarei." — Rodolfo Arruabarrena, Técnico do Boca Juniors
Ao longo de sua estadia no clube, Zenón acumulou 92 partidas com a camisa azul e ouro, balançando as redes em 11 oportunidades. Sua última exibição de destaque foi o gol marcado no empate contra o Gimnasia, em Mendoza, um momento que simbolizou sua breve tentativa de retomada de protagonismo na equipe.
Agora, o atleta segue para um novo desafio sob o comando de Hernán Crespo no Atlas. Para Arruabarrena, resta o trabalho de recompor o elenco e encontrar novas alternativas táticas, uma vez que a saída de Zenón retira uma peça de versatilidade que o treinador vinha tentando lapidar novamente para a sequência da temporada.
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