Matías Gallardo brilha no Instituto e abre o jogo sobre o peso do sobrenome
Protagonista na liderança do Instituto no Clausura 2026, Matías Gallardo reflete sobre sua evolução na Argentina, o aprendizado nos EUA e a inevitável comparação com o pai, Marcelo Gallardo.
Matías Gallardo brilha no Instituto e abre o jogo sobre o peso do sobrenome
Protagonista na liderança da Zona A, o meia vive seu melhor momento na carreira após passagem pelos Estados Unidos.
Em Córdoba, o Instituto de Córdoba vive um momento de euforia. Sob a batuta de Diego Flores, a 'Gloria' assumiu a liderança da Zona A no Torneo Clausura 2026, e um dos nomes por trás dessa ascensão é Matías Gallardo. Aos 22 anos, o meio-campista encontrou no clube cordobês o terreno fértil para florescer seu futebol, deixando para trás as incertezas de uma passagem pelo Atlanta United, na MLS.
A nova mentalidade da 'Gloria'
O impacto de Diego Flores no comando técnico foi imediato. Desde fevereiro, o treinador transformou a postura da equipe, incutindo uma mentalidade de competitividade que elevou o patamar do grupo. Gallardo destaca essa mudança de paradigma: “Diego nos mudou a cabeça. Nos convenceu de que podíamos jogar de igual para igual com todos. Ele nos melhorou demais”. Dentro das quatro linhas, a função do jogador é clara: manter o equilíbrio, ser um suporte para a defesa e o ataque, e buscar infiltrações na área adversária.
"Sempre dizem que, dentre os quatro irmãos, o que mais se parece com o meu pai sou eu. O que as pessoas dizem lá fora, eu não sei, mas é algo que ouço com frequência."— Matías Gallardo
O inevitável reflexo do 'Muñeco'
Carregar o sobrenome Gallardo no futebol argentino é conviver com uma sombra gigante. Matías, no entanto, lida com naturalidade com as comparações constantes com seu pai, Marcelo Gallardo. Enquanto o irmão Santino busca seu espaço na reserva do Platense e Nahuel atua no San Martín de Tucumán, Matías tenta trilhar seu próprio caminho em Córdoba. Sobre a especulação de que Marcelo poderia assumir a seleção do Equador, o meia mantém a discrição característica da família, afirmando que o pai é reservado e que a família aguarda novidades apenas quando o negócio estiver selado.
Aprendizados além da fronteira
A experiência nos Estados Unidos foi uma escola de vida para o jovem atleta. Gallardo confessa que o choque cultural na MLS, onde a intensidade competitiva e a visão sobre as derrotas diferiam drasticamente do que se vive na Argentina, foi um desafio. “Lá, perdíamos por goleada e via colegas rindo no vestiário. Foi uma cultura muito distinta, mas que me ajudou a amadurecer e a valorizar cada oportunidade”, relembrou. Hoje, ambientado à tranquilidade de Córdoba, o jogador foca em manter a regularidade que o tornou peça fundamental na engrenagem de Flores.
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