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O que falta para Scaloni confirmar sua permanência na Seleção Argentina

Entre a saudade da despedida de Messi e a ambição de um terceiro ciclo mundial, as negociações avançam nos bastidores de Ezeiza — e a AFA sonha com uma assinatura antes do amistoso contra o Uruguai

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Por Redação FutebolArgentino
📅 21/10/2026 ⏱ 20:43
Mercado da Bola

21 de outubro de 2026 · Ezeiza, Argentina · Redação

A poeira da despedida de Lionel Messi com a camisa albiceleste ainda não baixou completamente nos corredores do predio de Ezeiza, mas a Seleção Argentina já olha para quem vai conduzir a próxima era: Lionel Scaloni. Depois de sinais positivos trocados antes da última rodada de amistosos, há cerca de uma semana começaram as reuniões formais entre o técnico e a cúpula da AFA para destravar a renovação de contrato — um acordo que ninguém no país quer ver escapar, mas que também ninguém quer assinar com pressa.

A primeira foto que acendeu a esperança

Foi em 26 de setembro que a AFA divulgou a imagem que720 mudou o clima em torno da Seleção: o presidente Claudio Tapia e o técnico Lionel Scaloni, sorridentes, lado a lado. "Começaram as conversas entre o presidente da AFA, Claudio Tapia, e o treinador Lionel Scaloni, pela renovação de seu vínculo no comando da equipe albiceleste", anunciou a entidade na ocasião. Aquele primeiro encontro cara a cara, o primeiro depois da final do Mundial, foi o elo inicial de uma negociação que até então parecia distante.

Depois vieram os treinamentos, os amistosos contra Bolívia, Burkina Faso e Benim, e a sensação — relatada pelo próprio Scaloni ao seu círculo mais próximo — de que não só existe material futebolístico de sobra, como os jogadores têm fome de continuar crescendo juntos. Tudo isso convergiu para uma conclusão dentro da comissão técnica: há luz verde para seguir adiante. O técnico sabe que vai precisar reconstruir a equipe sem Messi, sem Otamendi e sem Di María, mas o que sentiu de perto nos primeiros compromissos pós-Mundial foi suficiente para mudar sua forma de pensar.

Da dúvida no MetLife à decisão de negociar

A distância entre o que Scaloni disse na zona mista do MetLife Stadium, minutos depois de perder a final para a Espanha, e a decisão atual de sentar para negociar é de pouco mais de três meses. Mas foram três meses de reflexão, conversas em família e muita escuta ao próprio entorno.

Até dezembro eu vou estar aqui, e depois provavelmente vou sair.

— Lionel Scaloni · zona mista do MetLife Stadium, após a derrota na final para a Espanha

Foi exatamente esse período de mais de 90 dias que permitiu ao técnico amadurecer a ideia de continuar. Por isso suas palavras depois da despedida do camisa 10 carregaram esperança: não havia mais a certeza de uma saída, e sim a abertura para um novo ciclo.

Uma negociação de bastidores, sem tanta exposição

Com a reflexão pessoal já feita, a conversa passou para o terreno contratual — e aí os protagonistas não são mais Tapia e Scaloni na fotografia, mas os representantes do técnico e seus auxiliares de um lado, e o departamento jurídico da AFA do outro. É nesse território, mais burocrático e menos visível, que o acordo está sendo fechado.

Tudo está andando bem, mas ainda falta para dizer que está fechado.

— Fonte do predio de Ezeiza, ao jornal Olé

O que ainda está em jogo

Prazo simbólico
Amistoso contra o Uruguai
A AFA sonha em oficializar a assinatura antes do confronto de 13 de novembro, última rodada FIFA de 2026.
Duração do vínculo
Até a Copa de 2030
Negocia-se um contrato tradicional até o Mundial de 2030, para o qual a Argentina já está garantida por ser uma das sedes.
Pedido extra
Tapia quer ir até 2031
O presidente da AFA gostaria de estender o vínculo um pouco mais no tempo do que o próprio ciclo mundialista.
Etapa pendente
Acordo jurídico final
Faltam detalhes entre os representantes do técnico e o setor legal da AFA para fechar os termos do contrato.

Um lugar na história, mesmo sem o recorde absoluto

Se a renovação se confirmar, Scaloni se tornará o técnico com mais jogos à frente de um único ciclo contínuo na história da Seleção Argentina. Hoje ele soma 107 partidas no comando da equipe. Só é superado por Guillermo Stábile, que chegou a 124 jogos — recorde histórico absoluto, mas construído ao longo de quase 20 anos, entre 1940 e 1960, e não de forma consecutiva como vem fazendo o atual técnico.

Enquanto advogados e representantes trocam minutas em Ezeiza, o calendário segue correndo: faltam poucas semanas para o amistoso contra o Uruguai, data que a AFA escolheu como palco ideal para anunciar a continuidade. Não há certeza sobre o dia exato da assinatura, mas há convicção de que o terceiro ciclo mundialista de Lionel Scaloni à frente da Argentina é uma questão de tempo — e de alguns últimos detalhes contratuais.

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