Liga Profissional

Clima pesado em Avellaneda: Vojvoda é cobrado por torcedor após derrota do Racing por 2 a 1 para o Huracán

Após sofrer o revés por 2 a 1 diante do Huracán e amargar a lanterna da Zona B no Torneo Clausura, técnico Juan Pablo Vojvoda recusa renúncia e tem coletiva interrompida por protesto.

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Por Redação FutebolArgentino
📅 14/09/2026 ⏱ 18:04
Torneo Clausura · Rodada 9

Racing afunda em crise e Vojvoda é cobrado por torcedor após revés por 2 a 1 para o Huracán

Com apenas uma vitória no torneio, comandante vê ambiente esquentar após terceira derrota consecutiva

14 de setembro de 2026  ·  Estadio Tomás Adolfo Ducó, Buenos Aires  ·  Redação futebolargentino.com.br

HuracánMandante
2×1
Racing ClubVisitante

O clima pesou de vez pelos lados de Avellaneda. Na noite em que sofreu o revés por 2 a 1 diante do Huracán no Estadio Tomás Adolfo Ducó, o Racing viu o desespero de sua torcida transbordar das arquibancadas para a sala de imprensa. A derrota válida pela nona rodada do Torneo Clausura representou a terceira queda consecutiva da Academia, que amarga a última colocação da Zona B e despenca perigosamente para a 24ª posição na tabela anual do futebol argentino.


Tensão na coletiva e recusa de renúncia

O momento mais dramático da noite ocorreu enquanto o técnico Juan Pablo Vojvoda tentava explicar a fase conturbada da equipe aos jornalistas. O treinador defendia sua permanência à frente do clube quando foi surpreendido por um grito de protesto diretamente na sala de entrevistas do estádio: "Renuncie, Juan, renuncie!".

O desabafo ao vivo expôs a ferida de um trabalho que soma apenas um triunfo no campeonato — conquistado ainda na rodada de abertura diante do Gimnasia. Antes de ser interrompido, o comandante havia manifestado sua intenção de seguir no cargo apesar do momento adverso.

Situação Crítica: Com seis derrotas em nove partidas disputadas no Clausura, o Racing ocupa a lanterna da Zona B e ocupa a perigosa 24ª colocação na classificação geral acumulada.

O balanço da rodada no fim de semana

No balanço geral deste final de semana de futebol argentino, a crise do Racing se consolidou como um dos episódios mais marcantes da nona rodada. Enquanto concorrentes diretos somam pontos preciosos na reta decisiva da temporada, o revés por 2 a 1 escancarou a fragilidade coletiva da Academia e colocou a comissão técnica no centro de uma tempestade política e esportiva em Avellaneda.


"Nos momentos difíceis, ir embora assim? Não me sinto com esses valores. Todos somos responsáveis, mas temos que ter garra e continuar."— Juan Pablo Vojvoda, técnico do Racing

Na manhã desta segunda-feira, o responsável pelo protesto na coletiva foi identificado como Ricardo Chao, conhecido no ambiente do clube como "Tati". Em entrevista concedida à Radio La Red, ele explicou a motivação por trás da cobrança pública ao treinador.

blockquote>"Gritei para o Vojvoda porque é o que todos os torcedores do Racing pensam. No futebol de hoje, se você joga nove partidas e perde seis, precisa ir embora. Todos queremos que o time vença."— Ricardo Chao, torcedor do Racing
No futebol argentino, onde a paixão não aceita meias medidas, o Racing caminha sobre brasas acesas. A permanência de Vojvoda agora depende de uma resposta imediata dentro de campo, sob o risco de transformar o insustentável em inevitável.

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