Em busca da estabilidade perdida: River Plate pode repetir time pela primeira vez desde 2023
De olho no duelo contra o Atlético Tucumán pelo Torneo Clausura, Leonardo Ponzio projeta escalar a mesma equipe pela terceira partida consecutiva, feito que não ocorre no clube há três anos.
Em busca da estabilidade perdida: River Plate pode repetir time pela primeira vez desde 2023
Com Leonardo Ponzio no comando, o Millonario desenha uma espinha dorsal confiável para encarar o Atlético Tucumán
O futebol argentino é movido por dinâmicas intensas, mas poucas coisas são tão preciosas para um treinador quanto a oportunidade de escalar uma equipe de memória. O River Plate está muito próximo de resgatar essa harmonia tática sob a liderança de Leonardo Ponzio. Prestes a visitar o Atlético Tucumán no Estadio Monumental José Fierro, pela nona rodada do Torneo Clausura, o comandante estuda manter os mesmos onze titulares pelo terceiro compromisso consecutivo.
A busca por essa constância surge em um momento crucial. O time vem embalado por duas vitórias vitais contra Banfield e Independiente Rivadavia, resultados que impulsionaram a equipe tanto na tabela da Zona B quanto na classificação geral anual. A fluidez coletiva encontrada nos últimos jogos deu a Ponzio o argumento que faltava para sustentar a base principal.
A dúvida física e a escalação desenhada
A principal questão nos bastidores de Núñez envolve o meio-campista Aníbal Moreno, peça fundamental na estrutura do setor desde que chegou ao clube em janeiro. Com dores na região lombar, o atleta ainda é dúvida. Contudo, mesmo que receba liberação médica, a tendência é que a comissão técnica prefira dosar as cargas do jogador revelado na base do Newell's, preservando a formação que deu certo nas últimas atuações.
Com esse desenho tático, Santiago Beltrán se consolida sob as traves, protegido por uma linha defensiva de peso com Gonzalo Montiel, Nicolás Otamendi, Lucas Martínez Quarta — que busca afastar as críticas recentes — e Marcos Acuña. No meio de campo, Fausto Vera atua como o eixo central, com Tobías Andrade e Tomás Galván encarregados da transição. Mais à frente, Ángel Correa e Thiago Almada têm liberdade para criar e abastecer o centroavante Sebastián Driussi.
O fantasma da rotatividade: três anos de mudanças
Caso Ponzio de fato confirme esse time no sábado, às 17h30, o River quebrará uma marca que perdura desde a Liga Profissional de 2023, quando a equipe era dirigida por Martín Demichelis. Naquela campanha vitoriosa, o Millonario repetiu os mesmos onze jogadores na sequência composta pelo empate por 2 a 2 contra o Vélez em Liniers, a vitória por 1 a 0 sobre o Defensa y Justicia no Monumental e o triunfo por 4 a 1 diante do Banfield.
"Naquela oportunidade de 2023, a escalação que se repetiu tinha Franco Armani; Milton Casco, Leandro González Pírez, Paulo Díaz e Enzo Díaz; Enzo Pérez, Rodrigo Aliendro, Nicolás De La Cruz e Ignacio Fernández; Esequiel Barco e Lucas Beltrán." — Histórico de escalações do River Plate
Desde essa sequência há três anos, o banco de reservas de Núñez viveu períodos turbulentos e intensos. Nem Martín Demichelis na sequência do seu trabalho, nem Marcelo Gallardo em seu retorno, e tampouco Eduardo Coudet conseguiram alinhar os mesmos onze titulares por três jogos seguidos. Lesões, maratona de jogos no calendário e oscilações individuais forçaram constantes alterações nos últimos anos.
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