A sombra da dúvida: Por que as linhas do VAR na Argentina ainda não são conclusivas?
O futebol argentino enfrenta um debate intenso sobre a precisão das linhas do VAR, com erros de interpretação humana e a promessa de tecnologia semiautomática para 2027.
A sombra da dúvida: Por que as linhas do VAR na Argentina ainda não são conclusivas?
O sistema atual, dependente da precisão manual do operador, gera controvérsias e coloca em xeque a justiça esportiva no Torneo Clausura.
A oitava rodada do Torneo Clausura deixou uma ferida aberta no futebol argentino: a confiabilidade da tecnologia de vídeo. Em pelo menos três lances cruciais, o traçado das linhas de impedimento, desenhadas manualmente pelos operadores do VAR, transformou a precisão matemática em um terreno pantanoso de interpretações e suspeitas.
O fator humano e a falibilidade técnica
Diferente de sistemas automatizados utilizados pela FIFA em Copas do Mundo, que monitoram dezenas de pontos do corpo dos jogadores 50 vezes por segundo, o modelo adotado na Argentina ainda depende da curadoria humana. É o operador quem seleciona o ponto exato na imagem para traçar a linha. Em lances decididos por milímetros, a escolha de um pixel a mais ou a menos pode mudar o destino de um gol e, consequentemente, o rumo de uma partida.
A AFA, ciente do desgaste, anunciou em junho de 2026 que trabalha para implementar tecnologias semiautomáticas em 2027. A promessa é de que empresas como a Hawk-Eye e a Genius Sports, que já operam em ligas de elite como a Premier League e competições da Conmebol, realizem testes pilotos até o final deste ano. O objetivo é reduzir a margem de erro que hoje coloca árbitros como Pablo Echavarría, Silvio Trucco e Lobo Medina no centro de longas revisões — algumas chegando a durar cinco minutos.
A espera pela tecnologia
Enquanto o sistema semiautomático não chega, o futebol argentino convive com a frustração. A tecnologia atual não é capaz de eliminar a subjetividade na escolha dos pontos de referência, seja no ombro do atacante ou na ponta da chuteira do defensor. O que deveria ser a prova definitiva, acaba se tornando a peça principal do debate pós-jogo, como ocorreu no duelo entre Boca Juniors e Gimnasia de Mendoza, onde o traçado final foi alvo de intensas reclamações.
Compartilhar esta notícia
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar esta notícia!