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A sombra da dúvida: Por que as linhas do VAR na Argentina ainda não são conclusivas?

O futebol argentino enfrenta um debate intenso sobre a precisão das linhas do VAR, com erros de interpretação humana e a promessa de tecnologia semiautomática para 2027.

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Por Redação FutebolArgentino
📅 08/09/2026 ⏱ 00:04
Análise · Arbitragem

A sombra da dúvida: Por que as linhas do VAR na Argentina ainda não são conclusivas?

O sistema atual, dependente da precisão manual do operador, gera controvérsias e coloca em xeque a justiça esportiva no Torneo Clausura.

08 de setembro de 2026  ·  Buenos Aires  ·  Redação futebolargentino.com.br

A oitava rodada do Torneo Clausura deixou uma ferida aberta no futebol argentino: a confiabilidade da tecnologia de vídeo. Em pelo menos três lances cruciais, o traçado das linhas de impedimento, desenhadas manualmente pelos operadores do VAR, transformou a precisão matemática em um terreno pantanoso de interpretações e suspeitas.


O fator humano e a falibilidade técnica

Diferente de sistemas automatizados utilizados pela FIFA em Copas do Mundo, que monitoram dezenas de pontos do corpo dos jogadores 50 vezes por segundo, o modelo adotado na Argentina ainda depende da curadoria humana. É o operador quem seleciona o ponto exato na imagem para traçar a linha. Em lances decididos por milímetros, a escolha de um pixel a mais ou a menos pode mudar o destino de um gol e, consequentemente, o rumo de uma partida.

Ponto Crítico: Jogos recentes, como o gol de Ramiro Ruiz Rodríguez pelo Atlético Tucumán ou a anulação do gol de Huracán, com Jordy Caicedo, expuseram a fragilidade visual das linhas exibidas na transmissão, gerando revolta entre torcedores e jogadores.

A AFA, ciente do desgaste, anunciou em junho de 2026 que trabalha para implementar tecnologias semiautomáticas em 2027. A promessa é de que empresas como a Hawk-Eye e a Genius Sports, que já operam em ligas de elite como a Premier League e competições da Conmebol, realizem testes pilotos até o final deste ano. O objetivo é reduzir a margem de erro que hoje coloca árbitros como Pablo Echavarría, Silvio Trucco e Lobo Medina no centro de longas revisões — algumas chegando a durar cinco minutos.

A espera pela tecnologia

Enquanto o sistema semiautomático não chega, o futebol argentino convive com a frustração. A tecnologia atual não é capaz de eliminar a subjetividade na escolha dos pontos de referência, seja no ombro do atacante ou na ponta da chuteira do defensor. O que deveria ser a prova definitiva, acaba se tornando a peça principal do debate pós-jogo, como ocorreu no duelo entre Boca Juniors e Gimnasia de Mendoza, onde o traçado final foi alvo de intensas reclamações.

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