O VAR sob suspeita: a crise de credibilidade que assombra o apito argentino
A polêmica sobre o uso da tecnologia no futebol argentino atinge novo ápice. Entre decisões contestadas, ameaças de gremio e árbitros sob escrutínio, o VAR é questionado por sua interferência excessiva e falta de critério.
O VAR sob suspeita: a crise de credibilidade que assombra o apito argentino
A tecnologia, que deveria trazer justiça, tornou-se protagonista de um roteiro de incertezas e polêmicas que mancham a transparência do nosso esporte.
O futebol argentino atravessa um momento de profunda desconfiança. O que deveria ser uma ferramenta de precisão transformou-se, nas últimas rodadas, em um labirinto de decisões confusas e interpretações enviesadas. O recente episódio em Santiago del Estero, envolvendo Pablo Echavarría e a intervenção do VAR, ilustra perfeitamente a sensação de que o protocolo está sendo subvertido.
O teatro da arbitragem
Quando Fernando Espinoza chamou Echavarría para revisar um lance ocorrido mais de dois minutos antes, sem que nenhum atleta em campo sequer reclamasse, a sensação era de um esforço artificial para encontrar irregularidades. A imagem, congelada e exibida de forma enviesada, focava no braço de Nazareno Roselli, do Defensa y Justicia, ignorando a dinâmica natural da jogada. O árbitro, visivelmente confuso, acabou cedendo a uma pressão que nem ele parecia compreender.
A indignação não é isolada. O histórico recente, que inclui a atuação de Andrés Gariano no confronto entre Atlético Tucumán e River Plate — onde uma falta violenta de Mauro Arambarri não resultou em expulsão —, alimenta a narrativa de que o critério arbitral varia conforme a conveniência. Gariano, figura já marcada por polêmicas passadas em partidas como Barracas contra Huracán, segue no centro do furacão.
Resistência no campo
Apesar do cenário desolador, surge um fio de esperança. Alguns árbitros de campo, como Facundo Tello, Juan Pablo Loustau e Sebastián Zunino, começam a manifestar uma postura de maior autonomia, resistindo à tentativa de que as partidas sejam arbitradas remotamente a partir de Ezeiza. É um sinal de que, talvez, a essência do jogo ainda possa ser resgatada das mãos de quem insiste em buscar "pelo em ovo", enquanto ignora as barbaridades que realmente impactam o espetáculo.
Compartilhar esta notícia
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar esta notícia!