Vojvoda desabafa após derrota por 2 a 1 do Racing contra o Huracán: 'A ferida está aberta e nos sangra'
Após revés por 2 a 1 no Estadio Tomás Adolfo Ducó, técnico do Racing faz forte autocrítica, nega pedir demissão e assume responsabilidade pelo incômodo jejum de oito jogos no Torneo Clausura.
Vojvoda desabafa após derrota por 2 a 1 do Racing: "A ferida está aberta e nos sangra"
Com gol dramático no fim, Huracán venceu por 2 a 1 no Ducó e aprofundou o jejum de oito jogos da Academia
O ar no Estadio Tomás Adolfo Ducó soprava carregado de tensão quando o apito final selou o placar de Huracán 2 x 1 Racing. Para a Academia, a noite trouxe mais do que um revés no placar: escancarou o drama de um gigante argentino que se vê enredado em uma espiral de incertezas. Com o triunfo do Globo construído com tentos de Waller e Jordy Caicedo — enquanto Ortegoza descontou para os visitantes —, a equipe de Avellaneda somou sua oitava partida consecutiva sem saber o sabor da vitória.
Balanço da rodada: a sangria em Avellaneda
Nesta segunda-feira, ao fechar o balanço da rodada do futebol argentino, o assunto incontornável nas alamedas de Buenos Aires é a grave crise de resultados do Racing. A equipe conquistou a vitória apenas na rodada de abertura do Torneo Clausura diante do Gimnasia e, desde então, acumula cinco derrotas e três empates. O revés por 2 a 1 diante do Huracán exemplifica a vulnerabilidade da equipe no apagar das luzes, quando uma desatenção defensiva de Matías Pérez permitiu que Jordy Caicedo fizesse o gol decisivo.
À beira do gramado, sob a arbitragem de Pablo Dóvalo, o técnico Juan Pablo Vojvoda externou toda a sua indignação em gestos e desabafos inflamados. A dor da derrota por 2 a 1 não ficou retida nas quatro linhas e transbordou para a sala de imprensa, onde o comandante enfrentou questionamentos sobre a sua permanência à frente do cargo.
Resistência, dor e a promessa de não abandonar a lida
Longe de adotar um discurso evasivo, Vojvoda encarou os microfones com crueza. Reconheceu o incômodo com o momento delicado, mas rechaçou veementemente a ideia de entregar o boné no meio da tempestade. O treinador destacou que percebe o empenho do elenco e o compromisso dos atletas com a sua proposta de trabalho, mesmo em meio às vaias e pressões externas.
blockquote>"Isso está me machucando, mas tem que cicatrizar. A ferida está aberta e nos sangra, temos que parar esta situação. Não sinto que não sirvo, sinto que não estou ganhando jogos. Há muitas críticas, mas também sinto apoio. Em momentos difíceis, ir embora assim? Não me sinto com esses valores."— Juan Pablo Vojvoda, técnico do Racing ClubCompartilhar esta notícia
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